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Obama e Kamala criticam governo Trump e apontam retrocessos em direitos e liberdades

Medidas da Casa Branca são vistas como ataque direto ao direito de protesto

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a ex-vice-presidente Kamala Harris fizeram duras críticas à gestão de Donald Trump. Em declarações raras e contundentes, ambos expressaram preocupação com o que classificaram como retrocessos significativos nas áreas de direitos humanos e liberdades civis, provocando, segundo eles, uma “grande sensação de medo” no país.

Obama destacou a atuação do governo Trump em diferentes frentes, como a repressão à imigração, a reestruturação do governo federal, o cerceamento de dissidências e os ataques ao sistema judiciário e à imprensa. “Imagine se eu tivesse feito tudo isso”, afirmou, conforme relatado pela rede CNN. “É inimaginável que os mesmos partidos que estão calados agora teriam tolerado um comportamento como esse de mim ou de vários de meus antecessores [na Presidência]”, acrescentou.

O ex-presidente também criticou as tarifas comerciais impostas a outros países, alertando que essas medidas “não serão boas” para Washington. No entanto, ele enfatizou que sua maior preocupação reside naquilo que considera uma violação de direitos promovida pela atual administração.

“Estou profundamente preocupado com um governo federal que ameaça as universidades se elas não entregarem os estudantes que estão exercendo seu direito à liberdade de expressão”, declarou Obama.

Uma das medidas mais polêmicas da gestão Trump foi a retirada de financiamento público de algumas das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos. Quatro das oito instituições da Ivy League – Columbia, Harvard, Princeton e Universidade da Pensilvânia – já perderam ou estão prestes a perder recursos federais. Todas elas estão situadas na Costa Leste do país.

As ações do governo são justificadas com base na alegação de que essas universidades falharam em conter protestos pró-Palestina em seus campi. Trump, alinhado politicamente a Israel, tem classificado essas manifestações como antissemitas, o que, segundo ele, fere as diretrizes de sua administração.

Kamala Harris declarou que o retorno de Trump à Presidência instaurou um clima de intimidação no país. “Estamos vendo as organizações ficarem quietas. Estamos vendo aqueles que estão capitulando diante de ameaças claramente inconstitucionais. E essas são as coisas que estamos testemunhando, todos os dias, nos últimos meses em nosso país. Isso, compreensivelmente, cria uma grande sensação de medo”, afirmou.

A ex-vice-presidente concluiu sua fala com um tom irônico: “Não estou aqui para dizer que eu avisei”, arrancando risadas da plateia. Kamala foi candidata do Partido Democrata na última eleição presidencial, na qual foi derrotada por Trump.

Desde seu retorno à Casa Branca, o republicano tem intensificado medidas de repressão a migrantes, incluindo aqueles com autorização legal para permanecer no país. A administração atual também tem promovido o desmonte de estruturas estatais, com a exoneração de servidores públicos, fechamento de agências governamentais e bloqueio de recursos federais destinados a estados e organizações não governamentais.

Um dos principais instrumentos desse processo tem sido o Departamento de Otimização Governamental e Eficiência (Doge), criado por decreto de Trump. Com Elon Musk à frente, o órgão tem executado cortes de gastos e eliminado postos de trabalho, desconsiderando normas de estabilidade no serviço público. O Executivo também passou a assumir competências que, tradicionalmente, pertencem ao Congresso.

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