
Cacá Diegues morreu na manhã desta sexta-feira (14) aos 84 anos e, importante nome do cinema brasileiro, seu último trabalho lançado foi "O Grande Circo Místico", de 2018. O longa, gravado em Portugal, gerou polêmica pelo uso de animais. Ele foi uma coprodução luso-brasileira e francesa.
À época das filmagens, em 2015, dois grupos portugueses de defesa dos direitos animais protestaram em Lisboa, junto à Secretaria de Estado da Cultura, contra a atribuição de verbas públicas ao filme. "Não aceitamos que o dinheiro dos nossos impostos seja canalizado para um espetáculo que perpetua violência injustificada contra animais", afirmou em comunicado a Ação Direta pela Libertação Animal.
O longa foi quase todo gravado em Portugal porque animais são proibidos de se apresentar em circos brasileiros.
O filme chegou aos cinemas em 2018 e foi o indicado do Brasil ao Oscar 2019, mas não chegou à lista final.
"O Grande Circo Místico", é uma obra baseada no poema homônimo de Jorge de Lima, que originou as músicas escritas por Edu Lobo e Chico Buarque para um balé. O filme conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense desde a sua inauguração em 1910 agora.
Cacá Diegues, será velado no sábado (15). Velório será na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A despedida acontece a partir das 9h. A ABL fica na avenida Presidente Wilson, 203, no bairro do Castelo, no centro do Rio.
À tarde, o corpo será cremado. A cremação acontecerá no Caju, na Zona Portuária.
Cacá Diegues era membro da ABL desde 2018. Ele foi o décimo ocupante da Cadeira 7, que já foi de nomes como Afrânio Peixoto e Euclides da Cunha. O cineasta foi eleito em 30 de agosto de 2018 na sucessão de Nelson Pereira dos Santos.
O cineasta morreu por complicações de uma cirurgia. Ele deixa a esposa, Renata Almeida Magalhães, e filhos. Em 2019, o cineasta perdeu a filha, a atriz e cineasta Flora Diegues, aos 34 anos. Flora tratava um câncer no cérebro.