
Uma professora de inglês foi esfaqueada dentro de uma sala de aula, na tarde desta terça-feira (1º), em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha.
Ela teve ferimentos na cabeça, pescoço, costas e mãos, e foi encaminhada para o Hospital Unimed em Caxias do Sul. A professora, que dá aulas na rede municipal, está em estado estável e não corre risco de morte.
A docente estava ministrando uma das primeiras aulas do dia quando foi atingida por golpes de faca. De acordo com informações da direção da escola, os suspeitos são três estudantes do sétimo ano, com idades entre 13 e 15 anos.
Os adolescentes suspeitos fugiram e foram apreendidos ao longo do dia. Dois deles seguem sob apreensão pela Polícia Civil, que aguarda decisão judicial que definirá se os jovens devem ser encaminhados para a Fase (Fundação de Atendimento Sócio-Educativo). A mais jovem foi liberada após prestar depoimento, por não ter indicativo de que participou diretamente do ato.
As aulas foram suspensas nas 82 escolas da rede municipal nesta quarta-feira (2) e devem ser retomadas na quinta.
"Até em solidariedade a essa professora e ao fato ocorrido, acho que é bom dar uma parada, repensar algumas coisas e pedir apoio à sociedade", disse a secretária municipal de Educação, Marta Fattori, em entrevista a rádios locais. Segundo Marta, é preciso preparar as escolas para que situações como essa não ocorram novamente.
A secretária disse que a sala de aula contava com uma câmera de segurança, mas o equipamento foi quebrado por um dos suspeitos de participar do ato. "A gente pode ver que, na realidade, já estava premeditado", disse.
Marta também anunciou que a escola terá psicólogos à disposição para acolhimento dos alunos nas salas de aula da escola.
A DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) de Caxias do Sul busca identificar os motivos.
Em pronunciamento na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul na manhã desta quarta, o prefeito Adiló Didomenico (PSDB) cobrou o endurecimento da legislação penal para menores e pediu que o incidente seja usado para sensibilizar o Congresso Nacional a alterar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
"Não dá para tratar menores infratores iguais a alunos", disse.